20 Jun, 2018

Governança Ambiental e Ética são temas de discussão entre servidores do Poder Executivo

O enfoque ficou por conta da sustentabilidade e o desenvolvimento das responsabilidades sociais

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  Servidores de diversas áreas do Poder Executivo lotaram o auditório do RioMar Trade Center, na segunda (18), para assistir às palestras sobre Governança Ambiental e Ética e Responsabilidade Social: limites e possibilidades, proferidas pelo Professor, Engenheiro Florestal e servidor de carreira, José Carlos Carvalho e pelo Professor e Filósofo, Norberto Mazal, respectivamente. A programação faz parte do curso “Novos Horizontes da Administração Pública”, que é promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Administração (SAD), a fim de estimular a formação continuada dos servidores, através de capacitações focadas em temas relevantes e atuais.

O secretário executivo de Compras e Licitações do Estado, Rafael Manço, abriu o segundo dia de curso, e aproveitou para lembrar a importância do evento. “É uma oportunidade única, de assuntos tão caros à administração pública. Um investimento que o governo está fazendo no seu bem maior, que é o capital humano. Desejo a todos um ótimo curso e que possamos levar o que aprendemos aqui para nosso o dia a dia, de forma a aplicar da melhor maneira possível”, desejou Manço.

Após a abertura, foi a vez do professor e engenheiro florestal, José Carlos Carvalho iniciar os trabalhos com a palestra “Políticas de Desenvolvimento Sustentável e Responsabilidade Social”, onde fez uma linha de tempo destacando os principais marcos da governança ambiental no Brasil. “Tudo começou com a Conferência de Estocolmo, em 1972, onde se começou a discutir a preservação ambiental. A partir daí o mundo começou a pensar um pouco mais em sustentabilidade. Até que em 1973 foi criada a Secretaria de Assuntos Ambientais no Brasil, onde resultou na Lei do Meio Ambiente (8.938) que trata dos assuntos pertinentes ao tema como: licenciamento ambiental, impacto ambiental, controle de poluição, entre outros. Um grande passo para o país neste sentido. No entanto, ainda caminhamos lentamente para vivermos um mundo e uma cultura mais sustentável”, principiou José Carlos onde ressaltou, em diversos momento de sua apresentação, que a humanidade precisa mudar os padrões de consumo atuais, a fim de eliminar a cultura do desperdício e não mais pensarmos que os recursos naturais são infinitos. “A humanidade hoje consome mais de 20% dos recursos que a natureza tem condições de regenerar atualmente. Ou seja, se fossemos depender apenas dos recursos que a natureza nos oferece, já estaríamos dizimados. Por isso a importância de se repensar as leis que regem os temais ambientais no Brasil”, disparou o professor.

Por fim José Carlos Carvalho citou Carlos Drummond de Andrade para demonstrar aos presentes que não somente de leis vive a humanidade. “Para que todos entendam a importância de mudarmos a nós mesmos, sobretudo com amor, antes mesmo de obedecermos leis, vou citar um verso de Drummond para que consigamos retornar a nossa essência humana de outrora: ‘As leis não bastam. Os lírios não nascem da lei’” concluiu José Carlos.

Já no segundo momento do encontro, foi a vez do professor e filósofo Noberto Mazal proferir a palestra “Ética e responsabilidade Social: limites e possibilidades”. De forma didática e provocativa, o professor convidou a todos para uma reflexão sobre o agir da moral, a conduta humana, sob a ótica de diversos filósofos e pensadores da literatura alemã e grega, sobretudo Emmanuel Kant e Sócrates.

Citando Sócrates, o palestrante principiou com a seguinte frase: uma vida não refletida, não merece ser vivida. “Portanto, pensemos que a ética não é teoria. A ética é práxis. Ela faz parte da gestão de responsabilidade social que nos auxilia a sermos melhores enquanto pais, mães, irmãos, profissionais”, disparou Mazal, ressaltando que o momento presente era precioso para que todos “ousassem” saber, não simplesmente “aprendessem” com o que foi dito. “Emmanuel Kant disse que esclarecimento é ousar saber. Porque não basta sermos técnicos e inteligentes: precisamos ousar saber. Senão não evoluímos. Não podemos ser imbecis de achar que sabemos de tudo. É preciso conhecer a si mesmo (Sócrates) para internalizarmos a ética e sermos constantes nela”, pontuou o professor.

Ao final do seu discurso, Noberto convidou a todos para retomarem seus códigos de ética e passar a cuida mais uns dos outros. Sejam bens públicos, pessoais ou até mesmo sentimentais. “Se sairmos daqui com o pensamento de que precisamos interiorizar o conhecimento para melhorar, tenho certeza de que consegui provocar a todos vocês no sentido de se tornarem melhores que do que entraram aqui”, finalizou o filósofo.

A servidora da Secretaria de Justiça, Elisangela de Araújo, parabenizou a iniciativa do Estado em proporcionar o curso. “São temas de extrema importância para o funcionalismo público, uma vez que sedimenta e fortalece os pilares da gestão para que o trabalho seja feito com maior excelência. De fato uma oportunidade única. Fico no aguardo dos próximos”, vislumbrou Elisangela.

 

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